Enquanto vinha da escola, ainda com 12 anos de idade, fiquei meditando sobre as influencias do Bem e do Mal na vida do homem, e o impacto na humanidade decorrente de tais ingerências. Meditava quando, repentinamente, como se entrasse em transe, ouvia vozes, palavras inexprimíveis que ecoavam em minha mente. Neste momento, estava bem próximo à ponte; tinha que atravessá-la todos os dias para chegar em casa. E, logo depois de atravessá-la, tinha ainda que percorrer uns 300 metros de mata; era uma trilha cercada de vegetais, pedras e arvores diversas; porém, eu não me esqueço de uma em particular: uma grande arvore de eucalipto. Não sabia o por quê, mas de alguma forma, ela sempre agitou-me. Era como se ela estivesse me vigiando o tempo todo, todos os dias quando voltava do estudo.Comecei a atravessar a ponte por volta das treze horas, como todos os dias o fazia, mas este foi um dia diferente dos demais. Meditativo e cabisbaixo como sempre, atravessava a ponte com os olhos ao rio que percorria lentamente com suas águas turvas. Foi quando notei uma pedra em forma de um livro; a princípio, achei estranha aquela coisa. Chamou-me muita atenção. O que será aquilo? - pensei eu – e, movido por uma forte curiosidade, atravessei a ponte por toda aos pés, como se descalço; desci, então, ate o rio para ver do que se tratava aquele objeto estranho submerso às margens das águas, que outrora turvas, agora tão claras como cristal. Para meu espanto, ali estava realmente um livro, ou uma pedra em formato de um livro aberto, e nele, o seguinte dizeres: EIS QUE HOJE LHE DAREI O ANEL, E SE O ACEITARES, A TI DAREI O PODER DAS NAÇOES. Aqueles dizeres soavam como se de fato alguém estivesse sussurrando tais palavras em meus ouvidos. Fiquei petrificado nesse momento, não sabia o que fazer, mas o livro me pedia uma resposta como se pudesse comunicar-se diretamente com a minha mente... e de fato, podia! Nada disse, pois estava assombrado demais, e cercado por forças que até então eu desconhecia. Era muito forte o que permeava todo o meu ser; meu corpo tornou-se fraco como se não comesse a dias, minha mente tornou-se vulnerável; e, por mais que eu buscasse bloqueá-la, ela poderia ser lida pelo livro e seus guardiões. Meus desejos mais secretos eram descortinados diante da forte ingerência dos guardiões e do poder do livro. quarta-feira, 27 de maio de 2009
O Livro
Enquanto vinha da escola, ainda com 12 anos de idade, fiquei meditando sobre as influencias do Bem e do Mal na vida do homem, e o impacto na humanidade decorrente de tais ingerências. Meditava quando, repentinamente, como se entrasse em transe, ouvia vozes, palavras inexprimíveis que ecoavam em minha mente. Neste momento, estava bem próximo à ponte; tinha que atravessá-la todos os dias para chegar em casa. E, logo depois de atravessá-la, tinha ainda que percorrer uns 300 metros de mata; era uma trilha cercada de vegetais, pedras e arvores diversas; porém, eu não me esqueço de uma em particular: uma grande arvore de eucalipto. Não sabia o por quê, mas de alguma forma, ela sempre agitou-me. Era como se ela estivesse me vigiando o tempo todo, todos os dias quando voltava do estudo.Comecei a atravessar a ponte por volta das treze horas, como todos os dias o fazia, mas este foi um dia diferente dos demais. Meditativo e cabisbaixo como sempre, atravessava a ponte com os olhos ao rio que percorria lentamente com suas águas turvas. Foi quando notei uma pedra em forma de um livro; a princípio, achei estranha aquela coisa. Chamou-me muita atenção. O que será aquilo? - pensei eu – e, movido por uma forte curiosidade, atravessei a ponte por toda aos pés, como se descalço; desci, então, ate o rio para ver do que se tratava aquele objeto estranho submerso às margens das águas, que outrora turvas, agora tão claras como cristal. Para meu espanto, ali estava realmente um livro, ou uma pedra em formato de um livro aberto, e nele, o seguinte dizeres: EIS QUE HOJE LHE DAREI O ANEL, E SE O ACEITARES, A TI DAREI O PODER DAS NAÇOES. Aqueles dizeres soavam como se de fato alguém estivesse sussurrando tais palavras em meus ouvidos. Fiquei petrificado nesse momento, não sabia o que fazer, mas o livro me pedia uma resposta como se pudesse comunicar-se diretamente com a minha mente... e de fato, podia! Nada disse, pois estava assombrado demais, e cercado por forças que até então eu desconhecia. Era muito forte o que permeava todo o meu ser; meu corpo tornou-se fraco como se não comesse a dias, minha mente tornou-se vulnerável; e, por mais que eu buscasse bloqueá-la, ela poderia ser lida pelo livro e seus guardiões. Meus desejos mais secretos eram descortinados diante da forte ingerência dos guardiões e do poder do livro.
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