A rosa por si só é bela – o belo sempre será belo - mas nada como a beleza contemplativa: O belo por trás do belo. Esta é a beleza que não murcha as rosas, que faz aflorar o belo para o sempre, que essência é o que fica e se transmite na alma... de geração em geração... sem que a rosa perca sua vitalidade, beleza, ternura e suavidade. É a graça da contemplação, o êxtase vital cujos olhos da alma anelam. Até um grande traficante de armas cuida bem de seu jardim. Ele apanha uma rosa -e, ao cheirá-la, reconhece logo o seu valor. E entrega-se à outra dimensão ao contemplar as suas Roseiras... como se adentrasse a Presença de Deus. Porque o belo sempre será belo em si mesmo, sustentado pela sua própria graça. E, independentemente dos olhos de quem O vê, se eterno ou finito aos olhos do tempo, por si, se basta. Por essência, faz-se eterno. Das nossas escolhas, ao que pensamos ser, das percepções do tempo e espaço, e da eternidade – pensei – ah, espelho, não me digas que tu és para todos... Logo, respondeu-me, ao íntimo: a verdade não é para todos. Para quem, então? – Perguntei. – Para aqueles que acreditam... que as rosas não morrem jamais!
ByMarceloGD

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