segunda-feira, 25 de junho de 2012

Discernimento


Para os que são DEMASIADAMENTE crédulos, qualquer luz é Luz. - É luz bem-vinda. É desespero.



Então, eis-me aqui, outra vez.


Estou tão quietinho, mas tão quietinho, que, até o silêncio - aquele silêncio provocador - aquietou-se dentro de mim. - Em uma breve e doce percepção do infinito.



By Marcelo GD




sábado, 23 de junho de 2012

Ponteiros



Arte - L7m - Ponteiros: por Marcelo GD


Correm os ponteiros... Sou apenas um pequeno trecho, bem pequenino mesmo... Escrito na imensidão breve de um coração sonhador, em uma das páginas da eternidade.

Vou-me indo... Vou-me embora. Vou-me agora. 
Vou-me tempo... no tempo, pro tempo...
Vou-me... 
Organizar-me por inteiro
Vou-me... 
Por meio dos ponteiros, enquanto o breve
E tão imenso coração sonha eterna a sua folha.

Pouco sei deste livro, o da vida...
O que eu sei é - quando vira-se a página, partimos.


By Marcelo GD











quinta-feira, 21 de junho de 2012

Amor Perfeito


O Amor é tão perfeito em Sua essência, que, sabendo que seriamos imperfeitos para com Ele, criou-nos o perdão. Ele criou-nos a possibilidade de reconciliação; e mais do que um indulto ao próximo, a capacidade de reconhecê-LO, em nós.


By Marcelo GD


terça-feira, 19 de junho de 2012

Menina Fatal






















Eu gosto é de sua aparência tão chamativa. Eu gosto mesmo é dos seus lindos cabelos e de seus olhos claros. Eu gosto é do seu cheiro e da maciez de sua pele... de você, não! Não vi nada em você que eu pudesse, sendo sincero, algo prometer. Ou que me seduzisse. Se fui seduzido, foi para lhe dizer inverdades. Pois, outra não conheci que gostasse tanto de mentiras. Você – com seus traços, jeitos e trejeitos de menina... e mente pequena – me é tão fugaz e superficial que, alguém de verdade - ou um meio homem que o seja - jamais poderia te querer; desejar-te por mais que breves momentos de um prazer carnal.

Mas, a ninguém falarei de nós...

Até que me seduza novamente...

E eu lhe minta...

... menina fatal...


Marcelo GD


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fatídico




"... Nostálgico, e agora fatigado pela escolha que fez... que considerou certa para sua felicidade, coloca-se a indagar se o que fez foi o melhor para si. Ele não despreza a sua nova escolha, mas ela também não o fez feliz como imaginara o seu coração. E, logo - à escolha que fez - passa a cogitar os velhos passeios. Ele, então, passa a sentir saudades dos espinhos que encravavam nos seus pés... em outras jornadas. 

Doía? Sim, feria muito. – Mas tu eras feliz – sussurrava.
Por isso, ainda que relutante em não deixá-los - os seus velhos passeios de outrora - acabou convencido a abandoná-los por uma nova escolha; a um novo caminho que acreditara ser o melhor para si. 

Ei!!! Você não se sentiu feliz? Não?! – zombava-lhe o destino.
Você não se sente feliz. E agora senti falta até mesmo de seus pés molhados de vermelho. Das dores do passado. Dos espinhos cravados...
Doía? Doía, sim! Mas tu eras bem mais feliz no passado. - Sorria-lhe à ponderação... 
...ironicamente.


Marcelo GD

domingo, 17 de junho de 2012

O Retorno



O retorno à simplicidade é o mal que cura.


Eu tenho que me esvaziar de mim, Senhor.
Quebrar minhas colunas... me desarmar.
Tenho que deixar de ser tudo aquilo que acreditei,
Das mentiras que amei, das pisadas aventureiras,
Dos lamentos forjados em busca de um indulto – Inexistente!
De tudo em que me tornei.
Eu preciso é de ti, Senhor.
Eu preciso é do teu verdadeiro amor.
De deixar de ser para me ver melhor
E o melhor daquilo que realmente sou...
De quem, um dia, desprezei quando me neguei.

Não neguei a ti nem o teu amor; neguei-me a mim mesmo.
E, por desprezar quem era, refiz-me dessa mentira armada,
De zelo protetor, de cuidados tolos...
Eis me agora, estou relutante em reencontrar-me...
Com o temor de ter medo de mim... de quem eu era e realmente já não sou.
Mas eu quero...
Eu quero me desarmar; eu quero quebrar as colunas
Desse tolo homem que me tornei...
Quando, em um dia, de loucura qualquer, me deixei, me refiz...
E desfiz a tua obra prima configurada no pó.





By Marcelo GD






 

consciência


"Que a consciência do mal não gere em mim a retribuição do mesmo. E eu cresça."

Eu, sinceramente, não acho que vou construir um castelo com as pedradas que levei. 
Afinal - Eu não vi ninguém que o tivesse feito. Não! Apenas um...
A quem eu perguntei, disse-me: Eu nem as percebia.

Então..., que eu veja o Bem até no Mal que me atiram... Amém!




By Marcelo GD



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Amanhecer



" Minha dor maior é a dor da decepção... Mais do que propriamente a dor de uma ruptura. Talvez agora você entenda o meu medo de um novo relacionamento. Tudo é tão fugaz ! É difícil acreditar quando tudo que eu posso ver é a banalidade dos sentimentos... dos amores e juras que perduram e se eternizam apenas nas palavras. Em "essência", não resistem mais do que miseras horas, breves momentos, ou dias. Então, seja feliz. Pelo menos até ao amanhecer... "

By Marcelo GD

My Green Day


Encanto

Encanto que a mim aprisiona, só para sonhar de novo, e ter aquela sensação novamente: A do Primeiro Vôo.




Marcelo GD




Um poeta tem vários caminhos para manifestar a sua dor; o seu amor... Eu não sou poeta: sou ladrão da poesia. 

 Marcelo GD

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Escolhas




Como de fato ele é... 
E como de fato o criamos.

Porque o caminho é o mesmo, para todos! - Mas a escolha é sua.




De Marcelo GD

terça-feira, 12 de junho de 2012

EXODUS

 EXODUS

“O FIM sempre dá INÍCIO a um "novo recomeço". E, sempre, melhor que o princípio das primeiras obras. Não! Não tema. Não se preocupe se algo tenha terminado: Ele renascerá. Tudo transmutará ao amanhecer de uma NOVA e linda Aurora.”


- Você disse êxodo?

Sim, Êxodo! Não importa como. Não importa as fortalezas que te prendem ou as barreiras intransponíveis que lhe colocaram no caminho. Não importa a dor que lhe impeça de prosseguir. Não importa a choro que você chorou... Não! Nada importa da dor! SEMPRE HAVERÁ UM ÊXODO, uma SAÍDA para todo o teu choro, que pranto ou dor alguma lhe impedirá de ir adiante, no ÊXODO, no EXITO à concretização de teus sonhos... Sim, uma nova AURORA vem; e com ela - doce bela manhã - os teus dias tão prometidos quanto esperados. 

De Marcelo GD

Liberdade

Ela era tão livre que libertou-se da própria liberdade, das amarras e dos conceitos daqueles que se dizem livres - e não são. Ela era tão livre, que, ao vê-la alçar os seus vôos, admirava-me com tamanha leveza dO Ser. - Ela apenas decifrou os códigos de sua própria natureza. Ela mergulhou em si mesma, liberta, sem as velhas camadas de tantas liberdades de faz-de-conta. 


De Marcelo GD

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os lobos que criamos em nós, eles são os mesmos que nos levam ao seu covil. É quando nos devoramos. By Marcelo GD

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tão simples assim.

O melhor da vida é não questioná-la, a essência da felicidade está tão somente em não perdemos a simplicidade de uma criança, que a nada questiona. GD

sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Tão triste como não acreditar e matar os nossos próprios sonhos... por não crer, é matar o sonho de alguém que, acreditando, perdeu a sua fé por nós." GD
"Nada mata mais que as palavras; nada corta mais que o verbo. É uma lamina que dilacera a alma. Elas são as reformas dos tempos, dos templos. Ele é o fim da humanidade, o Omega da criação mal resolvida, pensava." GD

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Livro

Enquanto vinha da escola, ainda com 12 anos de idade, fiquei meditando sobre as influencias do Bem e do Mal na vida do homem, e o impacto na humanidade decorrente de tais ingerências. Meditava quando, repentinamente, como se entrasse em transe, ouvia vozes, palavras inexprimíveis que ecoavam em minha mente. Neste momento, estava bem próximo à ponte; tinha que atravessá-la todos os dias para chegar em casa. E, logo depois de atravessá-la, tinha ainda que percorrer uns 300 metros de mata; era uma trilha cercada de vegetais, pedras e arvores diversas; porém, eu não me esqueço de uma em particular: uma grande arvore de eucalipto. Não sabia o por quê, mas de alguma forma, ela sempre agitou-me. Era como se ela estivesse me vigiando o tempo todo, todos os dias quando voltava do estudo.Comecei a atravessar a ponte por volta das treze horas, como todos os dias o fazia, mas este foi um dia diferente dos demais. Meditativo e cabisbaixo como sempre, atravessava a ponte com os olhos ao rio que percorria lentamente com suas águas turvas. Foi quando notei uma pedra em forma de um livro; a princípio, achei estranha aquela coisa. Chamou-me muita atenção. O que será aquilo? - pensei eu – e, movido por uma forte curiosidade, atravessei a ponte por toda aos pés, como se descalço; desci, então, ate o rio para ver do que se tratava aquele objeto estranho submerso às margens das águas, que outrora turvas, agora tão claras como cristal. Para meu espanto, ali estava realmente um livro, ou uma pedra em formato de um livro aberto, e nele, o seguinte dizeres: EIS QUE HOJE LHE DAREI O ANEL, E SE O ACEITARES, A TI DAREI O PODER DAS NAÇOES. Aqueles dizeres soavam como se de fato alguém estivesse sussurrando tais palavras em meus ouvidos. Fiquei petrificado nesse momento, não sabia o que fazer, mas o livro me pedia uma resposta como se pudesse comunicar-se diretamente com a minha mente... e de fato, podia! Nada disse, pois estava assombrado demais, e cercado por forças que até então eu desconhecia. Era muito forte o que permeava todo o meu ser; meu corpo tornou-se fraco como se não comesse a dias, minha mente tornou-se vulnerável; e, por mais que eu buscasse bloqueá-la, ela poderia ser lida pelo livro e seus guardiões. Meus desejos mais secretos eram descortinados diante da forte ingerência dos guardiões e do poder do livro.
Aconteceu bem assim, às treze horas de uma tarde de sol escaldante, e algo mais que prossegui até os dias de hoje na minha vida e dos que me cercam. AODA

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que fica para depois?

O amor, além de os tão somente desejos de amar, excede todo o entendimento; faz-nos pessoas melhores por ações concretas na construção das colunas sociais; e isso, pela edificação do espírito, elevado com dignidade e graça, pelo amor em obras... além de os " tão somente desejos de amar".

O que fica para depois?

Como alguns trocados significa tão pouco quando vamos às compras, mas como parece tanto quando temos que fazer uma doação a um necessitado.

Como uma hora passa tão rapidamente quando estamos vendo um filme, mas como demora passar quando estamos num templo a "cultuar ti".

Como o amor se poetiza na arte e nas palavras tão maravilhosamente, mas como ele se torna tão egoísta quando temos que pô-lo em pratica, ainda nas atitudes mais simples como dar pão ao que tem fome e água ao que está sedento.

Como são amplos as nossas palavras de fé, e o conhecer da verdade, mas como são tão pequenas as nossas obras de caridade, e tão incoerentes as verdades que dizemos crer.

Como somos tão espirituosos ao falar de Deus e com Deus, mas como somos tão moldados ao século materialista, e o forjar a verdade, transformando-nos em bons hipócritas espiritualizados.

Assim como pode um gladiador dizer-se valente sem o escudo da sua defesa e a espada do seu ataque, assim pode dizer-se espiritual um homem cujo amor e fé lhe estão tão distante. Ambos, no céu e na terra, serão como a terra salgada que fruto algum produz.

Como é melhor, por vezes, odiar a ter que amar tão freqüentemente. Odiar todas as formas de injustiça social: a fome, a miséria, o preconceito, é amar com o verdadeiro amor, pois Ele regozija-se em ver o faminto saciar-se, em ver o miserável erguer-se de sua prostração, em ver o descriminado ser desmarginalizado pela justiça. O Amor verdadeiro não se alegra tão somente no desejo de tal mudança, quer social ou espiritual, ou em esperar desejosos que outros o façam. Em tempos conturbados, como o que estamos vivendo, o homem de bom coração e disposto às obras do Bem, deve doar-se voluntariamente a Ele. Deixe-O interagir sem reservas em vossas vidas, para a transformação de dias melhores e mais humanos. Sobretudo, para a elevação de vossas almas, diante dAquele que vos chamou. Nesse dia, na viração dos tempos, se compreenderem o que eu digo, viram que o vosso ódio era apenas um elemento da indignação do verdadeiro amor; do amor que nos transforma, que transforma, que a tudo modifica. GD

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os eus universo.


Para todas as coisas há um tempo determinado debaixo dos céus... Em particular, me calo, me reservo a mim mesmo, perdido em minhas introspecções a descobrir tão somente os universos paralelos que me cercam ofuscando meu verdadeiro EU. Permeia-me a duvida do Ser, mas não tarda e me reencontro novamente, e isso tão certo com o raiar de um novo dia. Onde esta todo o enigmatismo? não sei.. talvez se esconda na sublimidade do verbo, da poesia e das reflexões de espírito. GD

Hoje, mas apenas hoje.


Hoje vou desconectar minha máquina do tempo. Hoje não vou refletir dias de outrora, passados recentes ou remotos. Hoje não vou fazer planos para o futuro, nem vou criar expectativas para dias melhores. Hoje eu vou ver sessão da tarde, vou estourar pipocas, vou deitar ao chão e rir de qualquer besteira... da piada mais sem graça de um piadista bem mala se alça. Hoje F***-** os conceitos utópicos, a paixão e o desejo desenfreado. F***-** os poetas que sofrem a sua dor, D***-** as aspiracoes lunáticas e a introspectividade de um ser. Hoje, eu só quero desligar a máquina do tempo; comer pipocas mesmo, falar errado, tomar coca-cola e arrotar. Hoje, eu vou assustar muita gente, mas e dai? A pipoca é minha; o refri?! tbm!!! GD

O eu universos


Dizer quem sou é um grande dilema para mim mesmo. Sou como Marte cercado por Demos e Fobos. Sou como a folha de inverno levada pelo vento num destino a mim incerto. Se por ora, labirinto sou, por vezes me encontro num reencontro intimo dos dias que se passaram; dias bons onde eu era o vento, o labirinto, demos e fobus.GD